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A Estranha Perfeita |
A Estranha Perfeita: Trailer do Filme A Estranha Perfeita, sinopse... |
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A Estranha Perfeita
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"De certa maneira, todos nós vivemos uma vida dupla", diz a ganhadora do Prêmio da Academia® Halle Berry, estrela do novo thriller sensual da Revolution Studios, A Estranha Perfeita. "Todos nós somos seres muito complicados; somos pessoas diferentes a cada minuto - por exemplo: uma mulher pode agir diferente no trabalho da forma como age em casa. Todos nós escondemos alguma coisa, mesmo de nossos melhores amigos. Esse filme enfatiza isso e ainda vai além, mostrando do que somos capazes quando somos forçados a encarar isso".
Para o diretor James Foley, que havia explorado esse território anteriormente nos thrillers psicológicos Caminhos Violentos, Medo, e O Sucesso a Qualquer Preço, a idéia vai mais além. "Todo mundo mente; só depende de quão grande é a mentira e quais as conseqüências que a mentira pode trazer", diz o diretor. "Eu sou fascinado pela idéia que as pessoas as vezes agem de uma forma que elas não percebem o que estão fazendo - o público entende o comportamento do personagem, mas o personagem em si não. Além disso, a vida dupla dos personagens os leva a algo que o cinema é perfeito para fazer: você pode ver e escutar os personagens dizendo ou fazendo uma coisa e depois descobre que eles estavam pensando uma coisa completamente diferente".
"Nós vivemos em um mundo onde nada é o que parece ser", diz a produtora Elaine Goldsmith-Thomas. "Nós acreditamos em coisas que sejam significativas, mas estamos vivendo em uma época na qual devemos ser muito mais cautelosos. Nós devemos questionar mais o mundo a nossa volta, seja quando recebemos o diagnóstico de um médico ou comprando um produto no supermercado ou então conhecendo uma pessoa on-line".
"Não é mera coincidência que esse filme se passe em uma agência de publicidade", continua Elaine Goldsmith-Thomas. "As coisas são mostradas como o produto perfeito, mas nós sabemos que nada é perfeito, principalmente estranhos, que podem mostrar uma cara, mas que podem esconder várias outras".
De acordo com Elaine Goldsmith-Thomas, a idéia para A Estranha Perfeita surgiu de uma conversa com seu marido, o co-produtor Daniel A. Thomas. "Nós pensamos que a idéia do anonimato on-line, onde todos podem ser quem bem entendem, era um tema polêmico a ser explorado. É uma aposta bem perigosa supor que a pessoas com quem está falando on-line seja realmente quem ela diz que é. Então nós começamos a discutir histórias sobre o que aconteceria se uma pessoa do mundo virtual colidisse com seu mundo real. E assim nasceu A Estranha Perfeita".
Desde o início do projeto, Berry viu possibilidades em A Estranha Perfeita e entrou para a equipe. "Nós não poderíamos imaginar ninguém mais para o papel", diz Elaine Goldsmith-Thomas. "Ela adorou o que estávamos tentando fazer, onde queríamos chegar. Sabendo que ela estava fazendo uma personagem que estava interpretando um papel, ela assistiu as cenas de todos os ângulos para ter certeza que não existia nenhuma falha ou erro. Nós fomos abençoados por ter Halle Berry como nossa parceira".
Berry se viu atraída pela sua personagem, a qual, segundo ela, é diferente de tudo o que ela já interpretou até hoje - exceto por um ponto em comum. "Eu adoro interpretar personagens torturadas", diz a atriz ganhadora do Prêmio da Academia®. "Eu não sei o que isso diz a meu respeito, mas eu realmente adoro entrar na mente de alguém que é um tanto atormentado, um pouco machucado. Essa personagem é muito vulnerável, mas ao mesmo tempo é muito vivaz, e ela descobre seu poder aos poucos no decorrer do filme. Isso é maravilhoso de se interpretar".
"Você não consegue apreciar inteiramente a complexidade da performance de Halle Berry", diz Elaine Goldsmith-Thomas, "até você voltar tudo e assistir ao filme uma segunda vez". Quando você faz isso, você percebe que existiam pistas a todo o momento e reações que você não percebeu na primeira vez que assistiu. Basicamente ela teve que interpretar essa personagem em três planos diferentes: uma como Rowena Price, uma como Katherine Pogue, e outra como Veronica. Nós olhávamos ela alterar sua performance de acordo com a máscara que estava colocando. Isso foi realmente impressionante.
"Eu acho que Rowena é uma excelente atriz", Berry continua. "Por causa de seu trabalho como repórter investigativa, Rowena se tornou muito boa em dissimular, ter várias faces, uma espécie de camaleão. Para ela, isso é uma forma de sobrevivência, ela é uma mulher com uma missão".
Como resultado, Halle Berry sente que, de certa forma, ela está interpretando três personagens diferentes no filme. "Tem a Ro de quando está com Miles, seu 'amigo das 6ª feiras' que é pura atuação. Miles tem uma queda por ela que não é retribuída, mas ela sabe como lidar com isso para conseguir tudo o que quer. Depois tem a Katherine - a funcionária temporária na agência de propaganda de Harrison Hill, ela se veste diferente, fala diferente, ela tem toda uma personalidade diferente. Por fim, tem a Rowena real - a Ro que ela raramente mostra e que talvez apareça em cinco cenas do filme".
Foley elogia a habilidade de Halle Berry em retratar a vida dupla ( ou tripla ) das personagens. "Halle está interpretando um papel e sua personagem está atuando", ele ressalta. "Nós temos que acreditar na interpretação da personagem tanto quanto na de Halle como a personagem. A forma como ela conseguia passar por todos os diferentes aspectos de sua personagem me deixaram pasmo".
Também temos, é claro, a Ro de quando está com Harrison Hill - a Ro que está tentando provar que o executivo da propaganda matou sua amiga. "Harrison Hill faria qualquer coisa para ser bem sucedido", diz Berry, "e Ro faria qualquer coisa para sobreviver. A necessidade de um está puramente baseada na ambição enquanto a do outro são baseadas na necessidade primária de se manter viva".
Berry conta que trabalhar com Bruce Willis, que faz o papel de Harrison Hill, foi uma experiência inspiradora. "Bruce gosta de improvisar bastante - fala seus diálogos sem se preocupar com o roteiro", ela conta. "Isso é um elemento novo para mim, mas muito bom. Ele sabia exatamente quem era esse cara e o que podia motivá-lo".
"Bruce não é somente um astro internacional do cinema, ele também é um excelente ator", fala Elaine Goldsmith-Thomas. "Ele pôs força em nosso filme fazendo uma performance com humanidade. Na superfície, Hill é um especulador", ela conta, "um valentão, um mulherengo, mas Bruce faz esse papel com tanta integridade e honestidade que Hill acaba se tornando um daqueles por quem você torce. Nós admiramos o fato dele viver ostensivamente, sem arrependimentos com suas paixões e emoções".
"Existe uma contradição complexa nesse personagem que me atrai", fala Elaine Goldsmith-Thomas. "Harrison Hill é um publicitário, adepto a embalagens capciosas e movimentos persuasivos e, ainda assim, ironicamente, ele aceita as pessoas pelo que elas falam e se choca quando a imagem difere da realidade. Então, quando seu colega o trai, ou quando ele descobre os verdadeiros motivos de Katherine ( Rowena ), ele sente sua moral ferida e não percebe a hipocrisia. Existe tanta honestidade nessa reação que nós rapidamente perdoamos ele e às suas mentiras, e compartilhamos sua revolta. É isso que torna a performance de Bruce tão brilhante".
Apesar de Bruce Willis ser mais conhecido como um astro de ação, Foley conta que sempre sentiu uma afinidade com os trabalhos do ator em thrillers. "Quando Bruce está fazendo um papel puramente dramático ele é muito eficiente", diz Foley. "Ele chega, veste as roupas certas e se torna o personagem - o poderoso, arrogante e lascivo cabeça de uma agência de propaganda".
"Não acredito que um cara se ache mulherengo", fala Bruce Willis. "Eu acho que ele ama as mulheres, ele está no auge de sua carreira como o cabeça da indústria da propaganda e não se julga. Eu mesmo estou na meia idade e ainda tenho um enorme prazer em viver; eu acho que Harrison Hill também tem esse grande prazer em viver".
Parte desse prazer foi trabalhar ao lado de Halle Berry. "Eu raramente consigo papéis onde eu posso flertar tão desavergonhada e descaradamente", Willis ri. "Não posso dizer que é um dia ruim no trabalho - ir trabalhar e flertar com Halle Berry".
"Acho que é fácil assistir ao filme e falar 'esse personagem é um mulherengo, esse personagem é um bajulador, esse personagem gosta de dar em cima de mulheres mais jovens'. Mas todo mundo esconde alguma coisa", conclui Bruce Willis.
"Bruce Willis é sedutor e charmoso como Harrison Hill", diz Elaine Goldsmith-Thomas.
'A Estranha Perfeita' tem estréia marcada para 13 de Abril de 2007.
Fonte: Columbia Pictures
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